Comunismo de Bini Adamczak

Comunismo para crianças não se destina exatamente às crianças

Bini Adamczak

A linguagem que simula e parodia as histórias infantis está a serviço de uma caracterização crítica e muitas vezes ácida do funcionamento da economia capitalista contemporânea. Sua publicação nos Estados Unidos, em 2017, provocou polêmica, pois houve quem atacasse a autora, Bini Adamczak, de promover a doutrinação de jovens.

Ao expor como a organização do trabalho e a exploração dos trabalhadores alimentam o capital e o sofrimento causado pelo sistema, Adamczak constrói, no entanto, uma breve história do capitalismo e de sua contraparte utópica, o comunismo, por meio de situações e exemplos imaginários, mas muito familiares aos que vivem no mundo globalizado.

A autora, entretanto, não deixa de apontar os enormes equívocos nas experiências socialistas.

Com inteligência e mordacidade – além de um discreto, porém incisivo, tom feminista –, o livro se dirige aos leitores de todas as idades e partidos, interessados em história, economia e organização social.

Bini Adamczak nasceu em 1979. Ensaísta e artista visual, é autora de Gestern morgen: Über die Einsamkeit kommunistischer Gespenster und die Rekonstruktion der Zukunft [Ontem de manhã: sobre a solidão dos fantasmas comunistas e a reconstrução do futuro], publicado em 2011 (edition Assemblage). Vive em Berlim.

Ficha:
Comunismo para crianças
BINI ADAMCZAK
Título original Kommunismus: kleine Geschichte, wie es endlich anders wird
Tradutora Christine Röhrig
Área ciência política
Capa Noris Lima
Formato 14 cm x 21 cm
Lombada estimada 0,85 cm
Páginas 96
Papel pólen bold 90 g/m²
Impressão 1 x 1 cor
Acabamento brochura
EAN 9788568493502
ISBN 978-85-68493-50-2
Peso estimado 150 g
Código 141.118
Disponibilidade 2/7/2018
Preço R$ 32,90
JULHO 2018
Comprar: Travessa / Saraiva

Serviço:
Editora 3 Estrelas
(11) 3224-4700
http://www.editora3estrelas.com.br



 

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Dominação e resistência de Luis Felipe Miguel

Em Dominação e resistência, Luis Felipe Miguel apresenta uma ampla discussão sobre o sentido da democracia e sua relação com os padrões de dominação presentes na sociedade

Luis Felipe Miguel

Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasilia (UnB), Miguel defende que a ordem democrática liberal não pode ser entendida como a efetiva realização dos valores que promete, pois a igualdade entre os cidadãos, a possibilidade de influenciar as decisões coletivas e a capacidade de desfrutar de direitos são sensíveis às múltiplas assimetrias que vigoram na sociedade. Porém, tampouco pode ser lida segundo a crítica convencional às “liberdades formais” e à “democracia burguesa”, que a apresenta como mera fachada desprovida de qualquer sentido real.

A conclusão é que a democracia não é um ponto de chegada, e sim um momento de um conflito que se manifesta como sendo entre aqueles que desejam domá-la, tornando-a compatível com uma reprodução incontestada das assimetrias sociais, e quem, ao contrário, pretende usá-la para aprofundar contradições e avançar no combate às desigualdades. “O conflito na democracia é um conflito também sobre o sentido da democracia, isto é, sobre quanto ela pode se realizar no mundo real como projeto emancipatório e quanto as instituições vigentes contribuem para promovê-la ou para refreá-la”.
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Territórios em conflito

Territórios em conflito, de Raquel Rolnik, é um livro sobre o passado, o presente e o futuro de São Paulo, cidade-mundo de 20 milhões de habitantes

Um dos principais nomes do urbanismo brasileiro, Raquel Rolnik apresenta, em linguagem simples e direta, os conflitos, temas e opções políticas que definiram a história da metrópole, desde sua fundação até hoje.

Apesar de ser um poderoso polo econômico, financeiro e cultural, São Paulo é marcada pela pobreza, pela desigualdade e pela incerteza quanto a seu futuro. Ao refletir sobre a trajetória da cidade, a autora aponta caminhos para que se possa construir, aqui e agora, um lugar melhor e mais justo.
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Água funda de Ruth Guimarães

Romance de estreia de Ruth Guimarães (1920-2014), uma das primeiras escritoras negras a ganhar destaque na cena literária brasileira, Água funda foi lançado em 1946 — mesmo ano de Sagarana, de Guimarães Rosa

Mas enquanto o escritor mineiro se valia da plasticidade da fala sertaneja para inventar um léxico novo, entre o popular e o erudito, Ruth fez aqui uma original reconstituição etnográfica da linguagem caipira — que conheceu pessoalmente em sua infância passada no Vale do Paraíba e Sul de Minas —, aproximando-a das pesquisas de Mário de Andrade.

Entrelaçando diferentes tempos e personagens, inseridos no universo de uma comunidade rural na Serra da Mantiqueira, a autora construiu uma prosa ágil e fluida, permeada de ditos populares e causos marcados pela superstição e pelo fatalismo, que antecipa em certos aspectos o realismo mágico de Juan Rulfo e Gabriel García Márquez.
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A rebeldia do precariado

Trabalho e neoliberalismo no Sul global de Ruy Braga

Ruy Braga

Em seu novo livro, o sociólogo Ruy Braga busca fundamentar etnograficamente a crise da globalização neoliberal iniciada em 2008, a partir da comparação entre três países – Portugal, África do Sul e Brasil. A rebeldia do precariado propõe compreender as resistências populares às políticas de espoliação social que acompanham a difusão do neoliberalismo e da precarização do trabalho na semiperiferia do sistema. Para tanto, recorre ao arcabouço teórico marxista na tentativa de interpretar tanto os avanços da mercantilização do trabalho, da terra e do dinheiro quanto as novas formas de insurgência contra a espoliação protagonizadas pelo precariado urbano.
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O fogo e o relato de Giorgio Agamben

O que está em jogo na literatura? No que consiste o fogo que nossos relatos perderam, mas que aspiram, a todo custo, recuperar?

Giorgio Agamben

O que é a pedra filosofal que os escritores, com a mesma paixão e obstinação dos alquimistas, empenham-se para forjar em suas fornalhas de palavras? E o que é que em todo ato de criação resiste tenazmente à criação, conferindo assim a cada obra sua força e graça? Por que motivo pode-se encontrar na parábola o modelo secreto de toda narrativa?

Nos dez ensaios de O fogo e o relato, Giorgio Agamben condensa as preocupações que estão no cerne de suas investigações filosóficas. Em busca do “elemento passível de ser desenvolvido” e da “zona impessoal de indiferença” entre o autor amado e seu leitor, o filósofo italiano convoca grandes interlocutores – Dante Alighieri, Franz Kafka, Paul Celan, Giorgio Caproni, Giorgio Manganelli, Pier Paolo Pasolini, Cristina Campo, Simone Weil, Aristóteles, Espinosa, Walter Benjamin, Roland Barthes, Heidegger, Hölderlin, Gilles Deleuze, Michel Foucault – e os coloca na ordem do dia, ou no centro do vórtice, para fazer menção a um dos ensaios mais poderosos do volume.
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