Dominação e resistência de Luis Felipe Miguel

Em Dominação e resistência, Luis Felipe Miguel apresenta uma ampla discussão sobre o sentido da democracia e sua relação com os padrões de dominação presentes na sociedade

Luis Felipe Miguel

Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasilia (UnB), Miguel defende que a ordem democrática liberal não pode ser entendida como a efetiva realização dos valores que promete, pois a igualdade entre os cidadãos, a possibilidade de influenciar as decisões coletivas e a capacidade de desfrutar de direitos são sensíveis às múltiplas assimetrias que vigoram na sociedade. Porém, tampouco pode ser lida segundo a crítica convencional às “liberdades formais” e à “democracia burguesa”, que a apresenta como mera fachada desprovida de qualquer sentido real.

A conclusão é que a democracia não é um ponto de chegada, e sim um momento de um conflito que se manifesta como sendo entre aqueles que desejam domá-la, tornando-a compatível com uma reprodução incontestada das assimetrias sociais, e quem, ao contrário, pretende usá-la para aprofundar contradições e avançar no combate às desigualdades. “O conflito na democracia é um conflito também sobre o sentido da democracia, isto é, sobre quanto ela pode se realizar no mundo real como projeto emancipatório e quanto as instituições vigentes contribuem para promovê-la ou para refreá-la”.
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A rebeldia do precariado

Trabalho e neoliberalismo no Sul global de Ruy Braga

Ruy Braga

Em seu novo livro, o sociólogo Ruy Braga busca fundamentar etnograficamente a crise da globalização neoliberal iniciada em 2008, a partir da comparação entre três países – Portugal, África do Sul e Brasil. A rebeldia do precariado propõe compreender as resistências populares às políticas de espoliação social que acompanham a difusão do neoliberalismo e da precarização do trabalho na semiperiferia do sistema. Para tanto, recorre ao arcabouço teórico marxista na tentativa de interpretar tanto os avanços da mercantilização do trabalho, da terra e do dinheiro quanto as novas formas de insurgência contra a espoliação protagonizadas pelo precariado urbano.
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Margem Esquerda #30

A 30ª edição da revista Margem Esquerda traz uma importante e histórica entrevista com Joachim Hirsch

Margem Esquerda

O cientista político alemão tem sido, nas últimas décadas, o destacado propositor de uma leitura radical acerca do Estado, denunciando-o como forma derivada da mercadoria. Sua trajetória e sua teoria materialista do Estado são esmiuçadas num documento valioso que ora se publica, numa empreitada de conversas liderada pelo especialista em direito político e econômico Luiz Felipe Osório.

Sobre o direito e sua relação com o marxismo é o dossiê desta edição, coordenado pelo filósofo do direito Alysson Leandro Mascaro, que traz as preciosas colaborações de Ingo Elbe, Alessandra Devulsky e Moisés Alves Soares. Além de ter coordenado a seção, Mascaro também participa deste número como artista, uma faceta menos conhecida que aquela de sua reflexão intelectual. São de sua autoria as ilustrações, de base expressionista, tanto figurativas quanto abstratas, de variados tamanhos, esculpidas e gravadas por ele entre os anos de 2014 e 2018, com as técnicas da xilogravura e da linogravura. Deste conjunto, algumas gravuras foram especialmente feitas para esta edição.
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