História dos bombeiros de São Paulo

Com mais de 300 imagens, “Éramos Vinte” traça paralelo entre o crescimento da capital e a trajetória da instituição mais admirada pela população, criada em 1880

Éramos VinteCom a credibilidade de uma das instituições nacionais mais admiradas, respeitadas e confiáveis pelos brasileiros, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo lança hoje, 29 de novembro, às 19hs, no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo, o livro “Éramos Vinte – A História do Corpo de Bombeiros de São Paulo”, com textos da jornalista Tânia Galluzzi e realização da editora Gramani e Ministério da Cultura.

Tudo começou quando São Paulo ainda era uma vila, em dezembro de 1850, quando um incêndio destruiu completamente um armazém na rua do Rosário, conhecida hoje como rua XV de Novembro, no centro da capital. Na então Província de São Paulo, as casas eram de taipa e começava um crescimento vertiginoso com o início da industrialização, da construção civil, rede ferroviária e o avanço da cultura do café.

O objetivo do “Éramos Vinte” é resgatar o percurso dos homens e mulheres que dedicaram suas vidas, com atos de coragem e solidariedade, para proteger a vida dos habitantes, o meio ambiente e o patrimônio. Cada movimento da corporação foi causado pelo crescimento populacional, a arquitetura e a verticalização da Capital, com as dificuldades impostas pela falta de recursos, e o esforço em fazer evoluir a legislação de proteção contra incêndio.

O livro entrelaça a história da corporação com ocorrências marcantes, no período entre 1880 e 2015, que fazem parte da memória da população, como o incidente do Cine Oberdan, em 1927, que provocou a morte de 30 crianças, o primeiro incêndio na Estação da Luz, em 1946, e a tragédia do Clube Elite, em 1953. A obra detalha o impacto dos terríveis incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, em 1972 e 1974, provocando transformações tanto na esfera pública quanto privada, sobretudo nas leis de segurança contra incêndios em edifícios. Fala, ainda, do fogo no Memorial da América Latina, em 2013 e da maior ocorrência em um terminal de combustíveis no Brasil, no bairro da Alemoa, em Santos, em 2015.

E mostra também como e o porquê de São Paulo ter saído na frente ao se tornar a primeira corporação no Brasil a aceitar mulheres em 1991, quando teve as primeiras 37 bombeiras admitidas, iniciativa seguida pelos Corpos de Bombeiros de todo o país. Só a partir da década de 1990, foram atraídos investimentos mais significativos para o trabalho da corporação, que sempre enfrentou obstáculos, ao longo do caminho. Novas tecnologias trouxeram soluções avançadas para equipamentos e a evolução da comunicação foi essencial para trazer a agilidade que faltava: até 1892, por exemplo, os avisos de incêndios eram transmitidos por meio das badaladas dos sinos das igrejas.

“A trajetória do Corpo de Bombeiros está integrada a tudo que diz respeito ao desenvolvimento do Estado de São Paulo, sempre envolvido com os desafios de um crescimento furioso – foi difícil escolher as ocorrências mais marcantes para o livro. Mas temos orgulho de, apesar da grande repercussão dos incêndios, estarmos diariamente ao lado da população em função do atendimento a acidentes, emergências médicas, auxílio à comunidade e vários outros tipos de salvamento”, conta o coronel Rogério Bernardes Duarte, ex-comandante do Corpo de Bombeiros e presidente da Fundabom (Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros). Ele faz parte da equipe de coronéis da reserva responsável pela consultoria técnica e histórica do livro.

“Éramos Vinte” faz parte do Programa Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e demonstra como a corporação estadual de bombeiros evoluiu juntamente com a cidade de São Paulo – de entreposto comercial a uma das maiores megalópoles da atualidade. No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, o Corpo de Bombeiros foi desenhado sob o efeito de grandes tragédias, no caso de São Paulo, só foi oficialmente criado em 1880. O projeto do livro foi aprovado pela Lei Rouanet sob o nº Pronac 161990. O livro tem patrocínio da Ultragaz, da Imprensa Oficial e da Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo.

Equipe do “Éramos Vinte” – Com realização da Gramani Editora, o trabalho de pesquisa e redação do livro, que soma mais de 300 imagens, foi feito pela jornalista Tânia Galluzzi, com apoio do Núcleo de Memória do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Com 30 anos de carreira e especializada em jornalismo empresarial, ganhou o Prêmio Petrobras de Jornalismo 2015, com o texto Anatomia de um Incêndio, publicado na Revista Fundabom, edição de Junho de 2015. A direção de arte ficou a cargo do artista gráfico Cesar Mangiacavalli. A edição bilíngue do “Éramos Vinte” tem tiragem de 1.500 exemplares e mais 100 unidades em braile para deficientes visuais. Parte da tiragem será distribuída em bibliotecas municipais e estaduais do Estado de São Paulo, bem como em comunidades de baixa renda.

Ficha:
Título: Éramos Vinte
Subtítulo: A História do Corpo de Bombeiros de São Paulo
Texto: Tânia Galluzzi
Fotos: Alberto Takaoka, Alex Rodrigues de Souza,
Douglas Arrais Alencar, entre outros
Selo: Gramani
Páginas: 200
ISBN: 978-85-89729-16-1
Origem: Brasil
Assunto: História, Corpo de Bombeiros, Foto/Arte
Formato: 23X30 cm
Acabamento: Capa Dura
Tiragem: 1.500 exemplares
Edição: Bilíngue
Distribuição Gratuita

Contato:
Fundabom
(11) 3101-1772
https://fundabom.org.br/



 

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