Comunismo de Bini Adamczak

Comunismo para crianças não se destina exatamente às crianças

Bini Adamczak

A linguagem que simula e parodia as histórias infantis está a serviço de uma caracterização crítica e muitas vezes ácida do funcionamento da economia capitalista contemporânea. Sua publicação nos Estados Unidos, em 2017, provocou polêmica, pois houve quem atacasse a autora, Bini Adamczak, de promover a doutrinação de jovens.

Ao expor como a organização do trabalho e a exploração dos trabalhadores alimentam o capital e o sofrimento causado pelo sistema, Adamczak constrói, no entanto, uma breve história do capitalismo e de sua contraparte utópica, o comunismo, por meio de situações e exemplos imaginários, mas muito familiares aos que vivem no mundo globalizado.
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Dominação e resistência de Luis Felipe Miguel

Em Dominação e resistência, Luis Felipe Miguel apresenta uma ampla discussão sobre o sentido da democracia e sua relação com os padrões de dominação presentes na sociedade

Luis Felipe Miguel

Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasilia (UnB), Miguel defende que a ordem democrática liberal não pode ser entendida como a efetiva realização dos valores que promete, pois a igualdade entre os cidadãos, a possibilidade de influenciar as decisões coletivas e a capacidade de desfrutar de direitos são sensíveis às múltiplas assimetrias que vigoram na sociedade. Porém, tampouco pode ser lida segundo a crítica convencional às “liberdades formais” e à “democracia burguesa”, que a apresenta como mera fachada desprovida de qualquer sentido real.

A conclusão é que a democracia não é um ponto de chegada, e sim um momento de um conflito que se manifesta como sendo entre aqueles que desejam domá-la, tornando-a compatível com uma reprodução incontestada das assimetrias sociais, e quem, ao contrário, pretende usá-la para aprofundar contradições e avançar no combate às desigualdades. “O conflito na democracia é um conflito também sobre o sentido da democracia, isto é, sobre quanto ela pode se realizar no mundo real como projeto emancipatório e quanto as instituições vigentes contribuem para promovê-la ou para refreá-la”.
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A rebeldia do precariado

Trabalho e neoliberalismo no Sul global de Ruy Braga

Ruy Braga

Em seu novo livro, o sociólogo Ruy Braga busca fundamentar etnograficamente a crise da globalização neoliberal iniciada em 2008, a partir da comparação entre três países – Portugal, África do Sul e Brasil. A rebeldia do precariado propõe compreender as resistências populares às políticas de espoliação social que acompanham a difusão do neoliberalismo e da precarização do trabalho na semiperiferia do sistema. Para tanto, recorre ao arcabouço teórico marxista na tentativa de interpretar tanto os avanços da mercantilização do trabalho, da terra e do dinheiro quanto as novas formas de insurgência contra a espoliação protagonizadas pelo precariado urbano.
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O desentendimento

Nova edição de “O desentendimento”, uma das obras mais importantes de Jacques Rancière

Jacques Rancière

Para Jacques Rancière, a política não é uma atividade rotineira, tampouco uma prática corrente nos sistemas consensuais que caracterizam boa parte das sociedades contemporâneas. A política é rara, e só acontece verdadeiramente nos momentos em que uma “parte dos que não têm parte” rompe a lógica supostamente natural da dominação e “faz ouvir como discurso o que antes só era ouvido como ruído”.
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